sábado, 31 de dezembro de 2011

The Emperor of all Maladies: A Biography of Cancer – Siddhartha Mukherjee

This book was awarded the 2011 Pulitzer Prize for general nonfiction, and it has received acclaim from critics and clinicians alike. Dr. Bruce Cheson, a hematologist and professor at Georgetown University in Washington, DC, recently gave a copy of the book to each his fellows. "It talks not only about how we arrived at our current surgical techniques and chemotherapy, but also about the people and how important their personalities and their drive were; what they did; and how they sometimes missed things,' he explains. "I gave this book to my fellows because my feeling is, if you don't know where you have been, you are not going to know where you are going." Dr. Cheson describes the book as well written and easy to read. "It's a valuable lesson in how to deal with patients, how to deal with the system, and the importance of the history of oncology and hematology."

domingo, 25 de dezembro de 2011

Nemesis – Philip Roth

Aos 23 anos, Eugene 'Bucky' Cantor, professor de educação física e inspetor de pátio de uma escola judaica de Newark, vive uma vida pacata, porém é atormentado pelo fato de não poder lutar na guerra ao lado de seus contemporâneos, em razão de sua miopia fortíssima. Tudo muda num dia de verão de 1944, quando um grupo de adolescentes encrenqueiros de ascendência italiana aparece no colégio e cospe no chão, ameaçando a todos com uma doença terrível. Logo depois do incidente, vários alunos contraem poliomielite, para desespero do professor. Conforme a enfermidade se espalha, Bucky Cantor começa a temer que tenha alguma culpa no contágio das crianças. Sofre ainda com o pavor de que ele próprio possa contrair a doença. E, em especial, dedica horas e horas questionando-se por que Deus permitiu que a poliomielite existisse, sem nunca conseguir se conformar com as respostas. Tomado pelo sentimento de culpa, Cantor deixa Newark e vai atrás da namorada em uma colônia de férias nas montanhas Pocono, tentando escapar da pólio. 'Nêmesis' integra uma tetralogia de novelas formada também por 'Homem comum', 'Indignação' e 'A humilhação'.

Ahmanat – Julien De Lucca

Ahmnat é uma garota egípcia que, depois de uma vida cheia de turbulências, tristezas e mágoas, assume - de forma extraordinária - a função de Morte e passa a viver entre este mundo e o além-vida. Mas ela não está sozinha. Logo conhecerá Destino, responsável por escrever as vidas mortais, que se surpreende ao vê-la no lugar de poderosa entidade. Destino propõe, então, um sádico jogo a Ahmnat - criará dez vidas mortais, humanos bem especiais, e tentará fazê-la se apaixonar por eles. Se Ahmnat se apaixonar por qualquer um deles, ela volta para a Terra como mortal novamente, dando a oportunidade de Destino reescrever sua vida. Caso contrário, será Destino quem se tornará mortal, permitindo que ela venha buscá-lo pessoalmente. Morte e Destino então jogarão através dos tempos e da própria História da humanidade.

Do que riem as pessoas inteligentes – Manfred Geier


O ensaísta alemão Manfred Geier fez um estudo, recentemente publicado, sobre os 25 séculos de difíceis relações entre o riso e a Filosofia, desde o tempo em que Platão tentou desterrar o humor dos domínios do pensamento. O livro de Geier, intitulado "De que se riem as pessoas inteligentes", tem duas vertentes: procura identificar os filósofos que, ao longo dos séculos, ao contrário de Platão, valorizaram positivamente o riso e revê a análise do fenómeno do cómico e procura respostas para a pergunta sobre os motivos do riso.




Platão, a quem Geier dedica um capítulo intitulado "A tentativa de desenterrar o riso da filosofia", via o hábito de rir como uma manifestação de arrogância, muitas vezes injustificada. Traçando um contraste com Platão, Geier ocupa-se amplamente de Demócrito, a quem a tradição apresenta como um sábio que não conseguia parar de rir, e a forma como foi vista a sua figura ao longo dos anos, desde a Antiguidade Latina até aos tempos da ilustração.




Demócrito, de quem não se conservou qualquer texto original, segundo a lenda, ria-se sobretudo da estupidez humana e, por isso, autores romanos como Horácio utilizam a sua figura para criticar os seus contemporâneos e dizem que o filósofo se teria rido à gargalhada deles.




Na Idade Média, segundo Geier, o riso foi visto como algo suspeito, o que agregado a outros factores, contribuiu para que a figura de Demócrito caísse no esquecimento, para ressuscitar em grande força no Renascimento, em autores como o francês Francois Rabelais, que via o riso como o melhor que há no ser humano. Em resumo, o riso de Demócrito tem, para a maioria dos autores que dele se ocuparam, dois aspectos.








O riso de Demócrito

Por um lado, expressa uma decepção perante a condição humana e, nesse sentido, seria uma variante do prato de outro filósofo, Heraclito, que, reza a tradição, não parava de chorar. Mas, por outro lado, o riso de Demócrito tem um aspecto afirmativo que mostra que, apesar de toda sua decepção perante a humanidade, o filósofo grego não estava disposto a renunciar a gozar a vida. Diferentemente de Demócrito, para quem o riso e o humor pareciam ser um a atitude vital, Diógenes o Cínico, acérrimo rival de Platão, utilizava esses dois elementos como armas críticas.




Os alvos de Diógenes eram, segundo Geier, as cidades gregas e os costumes dos seus habitantes, o poder político e, acima de tudo, a doutrina platónica, cuja definição do ser humano como bípede implume caracterizou, em determinada ocasião, ao entrar repentinamente na Academia com um galo sem penas e aos gritos: "Aqui tendes o homem de Platão".




Muitos séculos depois, na época da ilustração, o Conde de Shaftesbury utilizaria, também conscientemente, o humor como arma crítica contra os fanatismos do seu tempo, a quem submetia ao que chamava "o teste do ridículo". No entanto, a partir da ilustração, o riso, segundo Geier, começou a ter outro sentido e deixou de ser considerado como a expressão de um sentimento de superioridade para com os outros.






Emmanuel Kant e a argúcia




Emmanuel Kant, por exemplo, que via no humor um sintoma de argúcia e inteligência, concebia o riso como uma consequência de uma tensão que se dilui subitamente quando entra em jogo algo absurdo e incoerente. Isto causa um prazer não só intelectual como físico, o que, para Kant, mostra o vínculo indissolúvel entre o corpo e o espírito. De qualquer modo, para Kant, o riso não é provocado porque consideramos outra pessoa como alguém inferior mas sim como uma reacção a um processo que se dá na nossa própria compreensão.




Paralelamente à teoria do riso como expressão de um sentimento de superioridade e da gargalhada em consequência de uma incoerência que faz com que se dilua a tensão, Geier alude a outra teoria, centrada na ideia do contraste e que, com diferentes matizes, representam Arthur Schopenhauer, Soren Kierkegaard e Henri Bergson, entre outros.




Dois capítulos do livro, dedicados a Sigmund Freud e ao humorista alemão Karl Valentin, desviam-se do terreno estritamente filosófico mas no capítulo final Geier volta à Filosofia e transforma em protagonistas de um diálogo de surdos os pensadores Martin Heidegger, Rudolph Carnap e Max Horkheimer.
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