quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Lucian Freud (Unflinching truth) -- Sebastian Smee [Taschen]


British artist Lucian Freud is widely considered the most important figurative painter working today. Master portraitist and specialist in nudes, Freud uses impasto to create depth and intensity while restraining his color palate to mostly muted hues. His portraits may be physically unflattering to their subjects, but they are honest, frank, and unapologetic. "I paint people," Freud has said, "not because of what they are like, not exactly in spite of what they are like, but how they happen to be."

Entre Rinhas de Cachorros e Porcos Abatidos -- Ana Paula Maia


Neste livro, a autora mostra o cotidiano de homens que lutam para sobreviver em meio à pobreza e a falta de esperança de uma vida melhor. O volume reúne duas novelas. A primeira, que dá nome ao livro, tem como cenário um subúrbio distante, onde apostar em rinhas de cachorros assassinos é o divertimento mais saudável para homens que passam o dia a abater porcos. Na segunda narrativa, O trabalho sujo dos outros, o personagem principal recolhe o lixo numa cidade, na qual tudo se transforma em lixo e a riqueza da sociedade pode ser medida pela sua produção de lixo.

Primeira e segunda parte da Trilogia "A Saga dos Brutos"

A guerra dos bastardos -- Ana Paula Maia


"A maleta aberta e vazia permanece respingada de sangue sobre a mesa. No chão, próximos aos pés de Salvatore, uma bolsa de náilon vermelha semi-aberta. Amadeu abaixa-se para abri-la e, numa primeira revista, não lhe diz nada. São pacotes pequenos e bem fechados, pacotes que ainda não sabe, mas mudarão algumas vidas."Ana Paula Maia é uma pistoleira. Não sei exatamente se "no bom sentido", pois então qual seria o mal? O que importa, é que ela tem munição, tem pontaria e não tem medo de apertar o gatilho, provando ser uma escritora matadora. Neste seu segundo romance, narra a saga de homens perdidos, assassinos, traficantes, cineastas da boca-do-lixo que tentam salvar suas peles sempre das piores maneiras possíveis. Tudo começa quando Amadeu, um decadente ator pornô, encontra uma sacola cheia de cocaína, no escritório de seu poderoso patrão. Tentando repassar a mercadoria, ele vai cruzando, trombando e atropelando personagens insólitos: Horácio, um pobre operário do cinema brasileiro; Edwiges D’Lambert, uma produtora manca e mafiosa; Gina Trevisan, uma boxeadora esmurrada pelas dívidas; além de, quem sabe, açougueiros, ladrões de órgãos, uma pompoarista cuspidora de fogo. É uma verdadeira guerra do submundo, que parece pronta a virar filme. Inteligente, divertido, kitsch, A guerra dos bastardos revela uma jovem autora que sabe muito bem o que está fazendo, e é disparado a melhor contadora de histórias desta geração.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Helena de Troia – Bettany Hughes

A figura mítica de Helena de Troia vai além do registro histórico. Bettany Hughes narra a trajetória dessa personagem fascinante por meio das representações artísticas que a imortalizaram — da Ilíada de Homero a pinturas do início do século XX. A autora não pretende investigar a Guerra de Troia, mas analisar diferentes fontes que descrevam Helena, conhecida pela beleza que pode ter deflagrado o embate militar entre gregos e troianos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Nova York -- Will Eisner

Protagonizados por personagens singulares, as histórias reunidas neste livro registram momentos às vezes irônicos, às vezes trágicos, da vida dos habitantes da metrópole, revelando muito mais do que "um acúmulo de grandes edifícios, grandes populações e grandes áreas".
Nova York: A grande cidade e Caderno de tipos urbanos são compostos de vinhetas que registram, a partir do cenário da cidade, aspectos do dia a dia de seus habitantes. Esses breves vislumbres iluminam com delicadeza desde as situações mais cotidianas até as reviravoltas mais trágicas. O olhar agudo que se revela nas vinhetas ganha em O edifício e Pessoas invisíveis aspecto mais sombrio. Nessas histórias, que são sobretudo biografias de personagens solitários e esquecidos, Eisner põe em xeque o isolamento e a indiferença impostos pela metrópole.
Verdadeira obra-prima dos quadrinhos, Nova York é um registro impressionante não só da sensibilidade de seu autor mas da vida que se esconde por trás de toda grande cidade.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O complô -- Will Eisner


Em 1864, o escritor francês Maurice Joly publicou clandestinamente o livro O diálogo no inferno de Maquiavel e Montesquieu, uma sátira ao imperador Napoleão III. Quase trinta e cinco anos depois, o livro caiu nas mãos de Mathieu Golovinski, russo exilado na França a serviço da polícia secreta do tsar Nicolau II. O objetivo dessa polícia era provar a Nicolau II que havia uma conspiração judaica por detrás das revoltas que começavam a assolar a Rússia. Percebendo o potencial do livro de Joly, Golovinski produziu um plágio grosseiro - Protocolos dos sábios do Sião -, em que um suposto grupo de judeus influentes descrevia seu plano de dominação mundial, traçado durante um encontro secreto.
O complô conta a história da fabricação dessa farsa, e de como ela se tornou uma das mais duradouras e cruéis peças de literatura anti-semita já produzidas. Nesta graphic novel, concluída poucos meses antes de sua morte, Will Eisner investiga também por que nem mesmo as inúmeras provas que vieram à tona, já na década de 20, de que os Protocolos eram falsos, conseguiram minar sua credibilidade. As histórias em quadrinhos, acreditava ele, seriam uma maneira de levar a um público maior a verdade sobre os protocolos. Um dos grandes mestres do gênero, Eisner percorre em O complô mais de um século da história da intolerância, sem deixar de lado aqueles que tentaram combatê-la.
/* Google Analytics - Início */ /* Google Analytics - Final */