sábado, 31 de dezembro de 2011

The Emperor of all Maladies: A Biography of Cancer – Siddhartha Mukherjee

This book was awarded the 2011 Pulitzer Prize for general nonfiction, and it has received acclaim from critics and clinicians alike. Dr. Bruce Cheson, a hematologist and professor at Georgetown University in Washington, DC, recently gave a copy of the book to each his fellows. "It talks not only about how we arrived at our current surgical techniques and chemotherapy, but also about the people and how important their personalities and their drive were; what they did; and how they sometimes missed things,' he explains. "I gave this book to my fellows because my feeling is, if you don't know where you have been, you are not going to know where you are going." Dr. Cheson describes the book as well written and easy to read. "It's a valuable lesson in how to deal with patients, how to deal with the system, and the importance of the history of oncology and hematology."

domingo, 25 de dezembro de 2011

Nemesis – Philip Roth

Aos 23 anos, Eugene 'Bucky' Cantor, professor de educação física e inspetor de pátio de uma escola judaica de Newark, vive uma vida pacata, porém é atormentado pelo fato de não poder lutar na guerra ao lado de seus contemporâneos, em razão de sua miopia fortíssima. Tudo muda num dia de verão de 1944, quando um grupo de adolescentes encrenqueiros de ascendência italiana aparece no colégio e cospe no chão, ameaçando a todos com uma doença terrível. Logo depois do incidente, vários alunos contraem poliomielite, para desespero do professor. Conforme a enfermidade se espalha, Bucky Cantor começa a temer que tenha alguma culpa no contágio das crianças. Sofre ainda com o pavor de que ele próprio possa contrair a doença. E, em especial, dedica horas e horas questionando-se por que Deus permitiu que a poliomielite existisse, sem nunca conseguir se conformar com as respostas. Tomado pelo sentimento de culpa, Cantor deixa Newark e vai atrás da namorada em uma colônia de férias nas montanhas Pocono, tentando escapar da pólio. 'Nêmesis' integra uma tetralogia de novelas formada também por 'Homem comum', 'Indignação' e 'A humilhação'.

Ahmanat – Julien De Lucca

Ahmnat é uma garota egípcia que, depois de uma vida cheia de turbulências, tristezas e mágoas, assume - de forma extraordinária - a função de Morte e passa a viver entre este mundo e o além-vida. Mas ela não está sozinha. Logo conhecerá Destino, responsável por escrever as vidas mortais, que se surpreende ao vê-la no lugar de poderosa entidade. Destino propõe, então, um sádico jogo a Ahmnat - criará dez vidas mortais, humanos bem especiais, e tentará fazê-la se apaixonar por eles. Se Ahmnat se apaixonar por qualquer um deles, ela volta para a Terra como mortal novamente, dando a oportunidade de Destino reescrever sua vida. Caso contrário, será Destino quem se tornará mortal, permitindo que ela venha buscá-lo pessoalmente. Morte e Destino então jogarão através dos tempos e da própria História da humanidade.

Do que riem as pessoas inteligentes – Manfred Geier


O ensaísta alemão Manfred Geier fez um estudo, recentemente publicado, sobre os 25 séculos de difíceis relações entre o riso e a Filosofia, desde o tempo em que Platão tentou desterrar o humor dos domínios do pensamento. O livro de Geier, intitulado "De que se riem as pessoas inteligentes", tem duas vertentes: procura identificar os filósofos que, ao longo dos séculos, ao contrário de Platão, valorizaram positivamente o riso e revê a análise do fenómeno do cómico e procura respostas para a pergunta sobre os motivos do riso.




Platão, a quem Geier dedica um capítulo intitulado "A tentativa de desenterrar o riso da filosofia", via o hábito de rir como uma manifestação de arrogância, muitas vezes injustificada. Traçando um contraste com Platão, Geier ocupa-se amplamente de Demócrito, a quem a tradição apresenta como um sábio que não conseguia parar de rir, e a forma como foi vista a sua figura ao longo dos anos, desde a Antiguidade Latina até aos tempos da ilustração.




Demócrito, de quem não se conservou qualquer texto original, segundo a lenda, ria-se sobretudo da estupidez humana e, por isso, autores romanos como Horácio utilizam a sua figura para criticar os seus contemporâneos e dizem que o filósofo se teria rido à gargalhada deles.




Na Idade Média, segundo Geier, o riso foi visto como algo suspeito, o que agregado a outros factores, contribuiu para que a figura de Demócrito caísse no esquecimento, para ressuscitar em grande força no Renascimento, em autores como o francês Francois Rabelais, que via o riso como o melhor que há no ser humano. Em resumo, o riso de Demócrito tem, para a maioria dos autores que dele se ocuparam, dois aspectos.








O riso de Demócrito

Por um lado, expressa uma decepção perante a condição humana e, nesse sentido, seria uma variante do prato de outro filósofo, Heraclito, que, reza a tradição, não parava de chorar. Mas, por outro lado, o riso de Demócrito tem um aspecto afirmativo que mostra que, apesar de toda sua decepção perante a humanidade, o filósofo grego não estava disposto a renunciar a gozar a vida. Diferentemente de Demócrito, para quem o riso e o humor pareciam ser um a atitude vital, Diógenes o Cínico, acérrimo rival de Platão, utilizava esses dois elementos como armas críticas.




Os alvos de Diógenes eram, segundo Geier, as cidades gregas e os costumes dos seus habitantes, o poder político e, acima de tudo, a doutrina platónica, cuja definição do ser humano como bípede implume caracterizou, em determinada ocasião, ao entrar repentinamente na Academia com um galo sem penas e aos gritos: "Aqui tendes o homem de Platão".




Muitos séculos depois, na época da ilustração, o Conde de Shaftesbury utilizaria, também conscientemente, o humor como arma crítica contra os fanatismos do seu tempo, a quem submetia ao que chamava "o teste do ridículo". No entanto, a partir da ilustração, o riso, segundo Geier, começou a ter outro sentido e deixou de ser considerado como a expressão de um sentimento de superioridade para com os outros.






Emmanuel Kant e a argúcia




Emmanuel Kant, por exemplo, que via no humor um sintoma de argúcia e inteligência, concebia o riso como uma consequência de uma tensão que se dilui subitamente quando entra em jogo algo absurdo e incoerente. Isto causa um prazer não só intelectual como físico, o que, para Kant, mostra o vínculo indissolúvel entre o corpo e o espírito. De qualquer modo, para Kant, o riso não é provocado porque consideramos outra pessoa como alguém inferior mas sim como uma reacção a um processo que se dá na nossa própria compreensão.




Paralelamente à teoria do riso como expressão de um sentimento de superioridade e da gargalhada em consequência de uma incoerência que faz com que se dilua a tensão, Geier alude a outra teoria, centrada na ideia do contraste e que, com diferentes matizes, representam Arthur Schopenhauer, Soren Kierkegaard e Henri Bergson, entre outros.




Dois capítulos do livro, dedicados a Sigmund Freud e ao humorista alemão Karl Valentin, desviam-se do terreno estritamente filosófico mas no capítulo final Geier volta à Filosofia e transforma em protagonistas de um diálogo de surdos os pensadores Martin Heidegger, Rudolph Carnap e Max Horkheimer.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Príncipe de Histórias: Os Vários Mundos de Neil Gaiman



Autores: Hank Wagner, Christopher Golden e Stephen R. Bissette.
Tradutor: Santiago Nazarian
Formato: 15,5 x 22,5 cm.
Páginas: 760
Categoria: Biografia
ISBN: 978-85-61501-71-6
Preço: 
R$69,90

Fenômeno da cultura pop, amado por leitores sofisticados, mas principalmente por jovens que curtem ou não literatura em geral. Um dos 10 maiores escritores pós-modernos, ao lado de Thomas Pynchon e William Burroughs. Um cofre de histórias que rivalizam com J.R.R. Tolkien e C.S. Lewis. Autor de histórias em quadrinhos para intelectuais. Cineasta, escritor de ficção fantástica, autor de HQs, roteirista de cinema e TV — um fenômeno multifacetado mundial que realizou a façanha de fazer com que histórias em quadrinhos fossem reconhecidas no mundo acadêmico.
O nome dele é Neil Gaiman, um inglês radicado nos Estados Unidos, realmente um fenômeno. Por onde anda — e veio várias vezes ao Brasil — provoca filas quilométricas nas noites de autógrafos, lota auditórios e fascina fãs de ambos os sexos. É este fenômeno que Hank Wagner, Christopher Golden e Stephen R. Bissette tentam decifrar nas 660 páginas do monumental “Príncipe de Histórias: Os Vários Mundos de Neil Gaiman”, lançado pela Geração Editorial, com prefácio de Terry Prachett, para quem Gaiman “não é um gênio como os outros”, mas um trabalhador incansável de sua arte e alguém que sabe lidar com truques únicos, não como um mágico, e sim como um ilusionista que se esforça sempre por fazer o melhor.
A arte de Neil Gaiman quebrou tabus e transpôs fronteiras tidas como invioláveis no mundo da crítica literária, que sempre torceu o nariz para o artigo de bancas chamado HQ. Com “Sandman”, as HQs foram das bancas para as livrarias nobres, cunhando uma denominaçãomais abrangente, “graphic novel”, atingiu leitores e consumidores refinados e insuspeitados e inaugurou importantes rupturas estéticas a partir da publicação de seu trabalho mais famoso em 1989.
Trata-se de um livro para quem conhece ou quer conhecer a vida e a obra desse gênio da cultura pop, endeusado por seu editor William Morrow e elogiado por gente tão díspar quanto Stephen King, o mago das histórias de terror; e Norman Mailler, um dos maiores escritores americanos de todos os tempos.
Nascido em 1960 em Portchester, Inglaterra, desde jovem Gaiman foi um leitor ávido de literatura de fantasia, de nomes como J.R.R. Tolkien e C.S. Lewis, e começou sua carreira como jornalista em várias áreas do entretenimento, incluindo a crítica de cinema e música, o que prova o seu primeiro livro publicado, sobre o conjunto pop Duran Duran. Na trívia divertida, que bebe de muitas fontes, de “Príncipe de Histórias: Os Vários Mundos de Neil Gaiman”, ficamos, sabendo que, como crítico de cinema, Gaiman se entusiasmou muito pelo primeiro filme da série de vampiros “A hora do espanto”, famosa nos anos 1980, e que mais tarde se arrependeu de seu entusiasmo. Com “Orquídea Negra” e “Monstro do Pântano”, personagens que ressuscitou com talento, Gaiman foi trabalhar na DC Comics. E chegando à publicação de “Sandman”, tornou-se um sucesso absoluto do gênero. Por ele, Gaiman teve amplo reconhecimento e ganhou o ambicionado World Fantasy Award. Gaimantambémchegou ao cinema com sua história “Beowulf” e, além de “Sandman”, fez muito sucesso com “Coraline” e outras histórias, justificando plenamente o título de príncipe que lhe dá este volume.
“Príncipe de Histórias: Os Vários Mundos de Neil Gaiman” é uma hábil compilação de muitos artigos, perfis de personagens, entrevistas e dados históricos e biográficos sobre Gaiman, célebre “jack of all trades” (pau para toda obra ou multimídia, em português) por Hank Wagner, Christopher Golden e Stephen R. Bissete. No prefácio, Terry Pratchett refere-se a Gaiman como um homem que dividiu a história das HQs, tendo sobre elas um efeito comparável ao que J.R.R. Tolkien teve sobre o mundo dos romances de fantasia: algo que depois precisou mudar, uma influência decisiva que só fez se prolongar e ramificar ao longo dos anos sobre o gênero e seus novos autores.
Dividido em doze partes, o livro mostra com meticulosidade os muitos Gaiman existentes, desde o apreciador fanático de sushi, sempre vestido de preto, ao criador do corporativo e necessário Fundo de Defesa Legal dos Quadrinhos (Comic Book Legal Defense Fund). Um retrato caleidoscópico do mestre das HQs, o livro satisfará plenamente tanto o fã do gênero, que tem Gaiman na conta de mestre, quanto o leitor comum, em contato com um personagem extraordinário, um artista de vários mundos e atordoantes talentos.
Os autores deste livro, à altura do talento do biografado e analisado, venceram o desafio de poder contar tudo o que é possível saber, tudo (e talvez mais um pouco) sobre o que Gaiman fez, quem ele foi e é, o que pensa de seus personagens, como os cria e tudo que haverá de fisgar o fã e cativar o leitor comum. O estilo caleidoscópico e vertiginoso tem tudo a ver com o universo estético do próprio Gaiman.
Depois da leitura de “Príncipe de Histórias: Os Vários Mundos de Neil Gaiman”, mesmo o fã mais informado e inveterado do escritor saberá sobre ele muito mais do que julgava saber. E o leitor comum sairá fascinado, disposto a procurar “Sandman”, “Coraline” e outros sucessos de Gaiman na livraria mais próxima.

Robson Crusoé – Daniel Defoe (Adaptação HQ)


Este é o primeiro volume da coleção “Clássicos da Literatura em Quadrinhos”. A adaptação de Robinson Crusoé, de Daniel Defoe, foi realizada pela dupla francesa Christophe Lemoine (que fez a adaptação e o roteiro) e Jean-Cristophe Vergne (responsável pelos desenhos e cores).
O lindo livro em capa dura oferece 60 páginas, todas coloridas, e que traz ainda, no final, um completo dossiê, contextualizando o clássico com informações detalhadas sobre o autor, sua época e sua obra. No caso de Robinson Crusoé, há dez páginas que contam, por exemplo, como Daniel Defoe começou sua carreira de romancista aos 59 anos em 1719. Há também um ótimo texto que complementa a história e faz com que o leitor entenda ainda mais a respeito do herói que fica 25 anos sozinho em uma ilha deserta: “O náufrago é uma espécie de novo Adão, que precisa aprender a dominar o ambiente na mais completa solidão. Ele se torna marceneiro, construtor, caçador, agricultor, ceramista, costureiro, cesteiro. (…) Através de Robinson, o arquétipo do intrépido marinheiro inglês, Defoe celebra a capacidade do homem branco de se impor, a coragem daquele que se aventura em uma terra desconhecida e o triunfo do individualismo motivado pelo lucro mas também interessado em apresentar os benefícios da civilização aos selvagens…”
A coleção é um grande sucesso na França e na Bélgica, formada por adaptações de alguns dos principais clássicos da literatura mundial. O objetivo é oferecer um livro que encante todos os leitores e que seja direcionado também para estudantes. Aliás, este caráter pedagógico fez com que a coleção ganhasse total apoio da UNESCO.
Além de Robinson Crusoé, L&PM Editores vai publicar, dentro da Coleção “Clássicos da Literatura em Quadrinhos”, A ilha do tesouro, de R. L. Stevenson; A volta ao mundo em 80 dias, de Julio Verne e Um Conto de Natal, de Charles Dieckens;  Odisseia, de Homero; Dom Quixote, de Cervantes,Viagem ao Centro da Terra, de  Júlio Verne; Guerra e Paz, de Leon Tolstói; Os miseráveis, de Victor Hugo e As mil e uma noites.

Como Mudar o Mundo – Eric Hobsbawm

ELEONORA DE LUCENA
para Folha de são Paulo



"A grande crise econômica que começou em 2008, como uma espécie de equivalente de direita à queda do Muro de Berlim, trouxe uma compreensão imediata de que o Estado era essencial para uma economia em dificuldades, do mesmo modo como fora essencial para o triunfo do neoliberalismo quando os governos lançaram suas bases por meio de privatizações e desregulações sistemáticas."
Com essa análise, Eric Hobsbawm chega ao final de seu novo livro, "Como Mudar o Mundo - Marx e o Marxismo, 1840-2011".
Ao contrário do que o título pode sugerir, não se trata de um manual ligeiro para revolucionários afoitos. É um mergulho profundo na história do marxismo, mostrando como a trajetória desse pensamento se entrelaçou com as lutas sociais e políticas.
Aos 94 anos, o autor do extraordinário "Era dos Extremos" (1995) esbanja erudição e clareza. Transita entre clássicos da filosofia, da política, da economia e das artes.
Avalia as obras e os seus críticos dentro das tensões da história. Vasculha como o marxismo chegou a abarcar um terço da humanidade e como se despedaçou com o fim da URSS. E como reaparece agora, na busca de explicações para a crise.
Hobsbawm esmiúça a gênese da produção de Karl Marx (1818-1883), que recebeu influências do socialismo francês, da filosofia alemã e da economia-política britânica.
Para além da discussão acadêmica, mostra como o marxismo, diferentemente de outras correntes de pensamento, empurrou gerações para a ação, estimuladas pela célebre frase: "Os filósofos têm apenas interpretado o mundo; a questão, porém, é transformá-lo".
No desenvolvimento dos movimentos sociais, dos partidos e governos criados sob inspiração marxista, Hobsbawm disseca distorções, simplificações e determinismos que não encontram base nos escritos originais.
Nada na obra de Marx, por exemplo, sustenta a inevitabilidade da sequência de modos de produção -escravismo/feudalismo/capitalismo, argumenta.
"Marx e Engels deixaram para seus sucessores um pensamento político com vários espaços vazios ou preenchidos de modo ambíguo", escreve o historiador. "Eles rejeitaram as dicotomias simples daqueles que se dispunham a sociedade ruim pela boa, a desrazão pela razão, o preto pelo branco", enfatiza.
Hobsbawm lembra de algumas desses áreas cinzentas, como os conceitos da ditadura do proletariado, do nacionalismo e da autodeterminação. Navega com o marxismo pelas guerras mundiais, pela luta contra o fascismo, pelas universidades.
Presta uma homenagem a Antonio Gramsci (1891-1937), o teórico e militante para quem "o marxismo não era determinismo histórico. Não bastava esperar que a história de alguma forma levasse automaticamente os trabalhadores ao poder".
Para Hobsbawn, o auge da "maré intelectual" do marxismo foi nos anos 1970. Depois houve a derrocada rápida, com a queda do Muro de Berlim (1989) e o fim da URSS (1991). Marx passou a ser mostrado "como o inspirador do terror e do gulag". Agora, a crise trouxe Marx de volta.
Avaliando o momento, Hobsbawm nota que "os socialistas não sabem o que fazer, pois não podem apontar exemplos de regimes comunistas ou social-democratas imunes à crise nem têm propostas realistas para uma mudança socialista".
Fala dos protestos "de intensa insatisfação social sem perspectiva", teme "o risco de uma guinada brusca da política para uma direita radical" e não descarta "a possibilidade de uma desintegração, até mesmo de um colapso, do sistema existente. Nenhum dos dois lados sabe o que aconteceria nesse caso".
Não é um guia nem tem as respostas para a crise. Mas ajuda a pensar. Para o historiador marxista, quem quiser soluções para o século 21 "deverá fazer as perguntas de Marx, mesmo que não queira aceitar as respostas dadas por seus vários discípulos".

domingo, 30 de outubro de 2011

O livro das ilusões – Paul Auster

O comediante Hector Mann procura acertar contas com a própria história depois do assassinato de uma namorada - some de Hollywood, tenta várias vezes o suicídio e alimenta um amor platônico pela irmã caçula da namorada morta. Desnorteado, passa a frequentar espetáculos de sexo explícito, até que acaba saindo como herói de um assalto em que é baleado e quase morre para salvar a vida de uma mulher. Essa história atribulada irá fascinar o professor universitário David Zimmer, que vive isolado do mundo desde que perdeu mulher e filhos num desastre aéreo. Zimmer vê a atuação de Hector Mann num documentário sobre comédias do cinema mudo e, encantado, resolve escrever sobre o ator, dado como morto em 1929. Mas ao publicar o livro, o professor é surpreendido por um estranho convite; assistir aos filmes dirigidos por Hector Mann entre 1940 e 1950.

Apocalipse Zumbi: os Primeiros Anos – Alexandre Callari

O caos reina no mundo. A civilização entrou em colapso. As comunicações, a energia elétrica e a vida em sociedade, como a conhecemos, praticamente se extinguiram. Nem toda nossa tecnologia foi capaz de nos proteger e evitar que dois terços da humanidade morressem. Os poucos que sobreviveram estão exaustos e tentam reunir o que ainda resta das suas forças e recursos para se manterem vivos. E, para piorar, eles não estão a sós. Dia e noite, são perseguidos pelos contaminados – sempre à espreita com seus olhos vermelhos, pele pálida, dentes podres e uma terrível sede de sangue e de carne humana. Nesse cenário de terror e desesperança, Manes luta desesperadamente para manter sua comunidade unida. Ela subsiste em uma construção cercada por paredes de concreto chamada Quartel. Porém, quando alguns de seus membros estão em apuros do lado de fora, sendo cruelmente caçados pelos contaminados, Manes parte para resgatá-los. A sua ausência e a chegada do enigmático Dujas abalam severamente o tênue equilíbrio interno do Quartel, colocando em risco a vida de todos.

sábado, 29 de outubro de 2011

O Coração dos Heróis – David Malouf

No livro "O Coração dos Heróis", o aclamado escritor australiano David Malouf cria sua própria versão de uma das principais obras primas da humanidade, a "Ilíada", de Homero, que narra a histórica Guerra de Troia.
Diferente do livro milenar, escrito em versos, a narrativa moderna usa a prosa e se inicia a partir do momento em que o herói grego Aquiles mata Heitor para vingar a perda de seu amigo e amado Pátroclo.

O guerreiro nega um enterro digno ao morto e desfila com ele em sua carroça por onze dias até que Príamo, rei de Troia e pai de Heitor, invade o território inimigo a fim de resgatar o corpo do filho.

Enquanto estes personagens expõem suas humanidades e suas batalhas pessoais, os deuses gregos acompanham o desenrolar da trama e mostram que nós seres humanos não passamos de meros brinquedos em meios aos seus desejos e anseios.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

COMPRADO – Cemitério de Praga – Umberto Eco

Personagens históricos em uma delirante trama fantástica.
Trinta anos após O nome da rosa, Umberto Eco nos envolve, mais uma vez, em uma narrativa vertiginosa, na qual se desenrola uma história de complôs, enganos, falsificações e assassinatos, em que encontramos o jovem médico Sigmund Freud (que prescreve terapias à base de hipnose e cocaína), o escritor Ippolito Nievo, judeus que querem dominar o mundo, uma satanista, missas negras, os documentos falsos do caso Dreyfus, jesuítas que conspiram contra maçons, Garibaldi e a formação dos Protocolos dos Sábios de Sião.
Curiosamente, a única figura de fato inventada nesse romance é o protagonista Simone Simonini, embora, como diz o autor, basta falar de algo para esse algo passar a existir...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

COMPRADO - Xenocídio - Orson Scott Card


Após quase vinte anos de espera, finalmente no Brasil o romance que dá sequência à multipremiada “Saga de Ender”, iniciada com os sucessos internacionais O Jogo do Exterminador (mais de três milhões de exemplares vendidos no mundo) e Orador dos Mortos, dois romances ganhadores dos principais prêmios da ficção científica: o Hugo e o Nebula.

No planeta Lusitânia, colonizado por brasileiros, Andrew “Ender” Wigging encontrou um mundo em que humanos, pequeninos e a Rainha da Colméia podem viver juntos. Nesse planeta, as três espécies inteligentes, tão diferentes entre si, podem finalmente encontrar um terreno em comum. Mas Lusitânia também sustenta o descolada, vírus que mata todos os humanos infectados por ele, mas que os pequeninos necessitam para a sua reprodução.

O Congresso das Vias Estelares teme seus efeitos como arma de destruição em massa, se o vírus se espalhar pelos Cem Mundos a partir de Lusitânia. Por isso envia uma esquadra de naves equipadas com “o Doutorzinho”, uma arma de destruição planetária. A Esquadra está a caminho, e o segundo xenocídio – o genocídio de uma espécie alienígena – parece inevitável.

O grande aliado de Lusitânia contra esse monstruoso ataque preventivo está na inteligência artificial chamada “Jane”. Mas Jane tem seus dias contados, pois a cada instante que passa as autoridades do O Congresso das Vias Estelares estão mais perto de interromper a rede de comunicações que a mantém viva.

Por sua vez, a terrível tarefa da Esquadra do Xenocídio só pode ser completada com a ajuda da mais elevada inteligência analítica de um mundo, colonizado por chineses, em que os dirigentes são geneticamente engendrados para alcançar a superinteligência. Não há dúvida de que a jovem chamada Gloriosamente Brilhante pode dar a vantagem ao Congresso das Vias Estelares – mas ela o fará, sabendo que condenaria à morte as três espécies que vivem Lusitânia?

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terça-feira, 21 de junho de 2011

COMPRADO - Heresia - S.J Parris


Inglaterra, 1583: o país enfrenta um período conturbado, marcado por conspirações para derrubar a rainha Elizabeth, que é protestante. Muitos de seus súditos estão insatisfeitos com o governo e anseiam pelo retorno do país à religião católica.Em meio a esse clima de conflitos religiosos, o monge italiano Giordano Bruno chega a Londres, tentando escapar da Inquisição, que o acusou de Heresia por sua crença num Universo heliocêntrico. O filósofo, cientista e estudioso de magia logo é recrutado pelo chefe do serviço de espionagem real e enviado a Oxford. Oficialmente, ele vai participar de um debate sobre as teorias de Copérnico, mas, em sigilo, deve se infiltrar na rede clandestina dos católicos e descobrir o que puder sobre um complô para derrubar a rainha. No entanto, quando um dos membros mais antigos de Oxford é brutalmente assassinado, a missão secreta do filósofo é desviada de seu curso.

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segunda-feira, 23 de maio de 2011

A Descoberta das Bruxas - Deborah Harkness


Estreia de Deborah Harkness na literatura, "A Descoberta das Bruxas" foi a sensação da Feira de Frankfurt de 2009, sendo vendida para mais de trinta países. Na semana de lançamento alcançou o segundo lugar entre os mais vendidos do jornal "The New York Times", e se mantém entre os dez desde então.

A história acompanha Diana Bishop, uma pesquisadora que tem sua vida completamente modificada ao encontrar um raro manuscrito, pertencente a um alquimista. Ao levá-lo da biblioteca onde o encontrou, atrai para si uma série de criaturas sobrenaturais que o desejam.

Ela mesma guarda um segredo deste tipo. Órfã, é filha de pais bruxos, mas negou toda sua herança mágica para que pudesse ter uma vida mais normal possível. Sua descoberta a levará para o mundo do qual tentou duramente fugir.

Entre os interessados no manuscrito está o geneticista Matthew Clairmont. Na realidade ele é um vampiro que se aproxima de Diana para tentar conseguir o livro através da sedução. Ainda assim, o casal acaba por se envolver.

Leia abaixo um trecho de "A Descoberta das Bruxas:
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sábado, 14 de maio de 2011

Sem Fronteira – Nayan Chanda


Neste livro, Nayan Chanda conta a história da globalização, que começou na África há cerca de 50 mil anos, e procura iluminar a trajetória dessa conquista mundial e mostrar que ela pode ser o destino da humanidade.
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sábado, 7 de maio de 2011

COMPRADO – A mulher de vermelho e branco -- Contardo Calligaris


Carlo Antonini recebe uma nova paciente em seu consultório, em Nova York. O que parece uma consulta trivial, pouco antes de uma viagem que o terapeuta fará a São Paulo para uma palestra e alguns dias de férias, desencadeia uma trama envolvendo um casamento conturbado, uma organização suspeita de terrorismo, um assassinato e uma história familiar de vingança.

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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Deus é Matemático? - Mario Livio

Deus é matemático? investiga por que a matemática, uma disciplina aparentemente tão abstrata, é capaz de explicar perfeitamente o mundo natural. Mais que isso – a matemática frequentemente faz previsões, por exemplo, sobre partículas subatômicas ou fenômenos cósmicos. O físico e escritor Mário Livio explora com brilhantismo as ideias matemáticas desde Pitágoras até os dias de hoje ao nos mostrar como as intrigantes perguntas e as engenhosas respostas levaram a concepções cada vez mais profundas do nosso mundo. Este livro fascinante interessará a qualquer pessoa curiosa sobre a mente humana, o mundo científico e as relações entre eles.
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domingo, 24 de abril de 2011

COMPRADO - O queijo e os vermes - Carlo Ginzburg


Narrando a vida de um obscuro herege do século XVI, Ginzburg escreve uma história envolvente sobre a cultura popular e erudita na época da Inquisição,
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