sábado, 31 de dezembro de 2011
The Emperor of all Maladies: A Biography of Cancer – Siddhartha Mukherjee
domingo, 25 de dezembro de 2011
Nemesis – Philip Roth
Ahmanat – Julien De Lucca
Do que riem as pessoas inteligentes – Manfred Geier
O ensaísta alemão Manfred Geier fez um estudo, recentemente publicado, sobre os 25 séculos de difíceis relações entre o riso e a Filosofia, desde o tempo em que Platão tentou desterrar o humor dos domínios do pensamento. O livro de Geier, intitulado "De que se riem as pessoas inteligentes", tem duas vertentes: procura identificar os filósofos que, ao longo dos séculos, ao contrário de Platão, valorizaram positivamente o riso e revê a análise do fenómeno do cómico e procura respostas para a pergunta sobre os motivos do riso.
Demócrito, de quem não se conservou qualquer texto original, segundo a lenda, ria-se sobretudo da estupidez humana e, por isso, autores romanos como Horácio utilizam a sua figura para criticar os seus contemporâneos e dizem que o filósofo se teria rido à gargalhada deles.
Na Idade Média, segundo Geier, o riso foi visto como algo suspeito, o que agregado a outros factores, contribuiu para que a figura de Demócrito caísse no esquecimento, para ressuscitar em grande força no Renascimento, em autores como o francês Francois Rabelais, que via o riso como o melhor que há no ser humano. Em resumo, o riso de Demócrito tem, para a maioria dos autores que dele se ocuparam, dois aspectos.
Por um lado, expressa uma decepção perante a condição humana e, nesse sentido, seria uma variante do prato de outro filósofo, Heraclito, que, reza a tradição, não parava de chorar. Mas, por outro lado, o riso de Demócrito tem um aspecto afirmativo que mostra que, apesar de toda sua decepção perante a humanidade, o filósofo grego não estava disposto a renunciar a gozar a vida. Diferentemente de Demócrito, para quem o riso e o humor pareciam ser um a atitude vital, Diógenes o Cínico, acérrimo rival de Platão, utilizava esses dois elementos como armas críticas.
Os alvos de Diógenes eram, segundo Geier, as cidades gregas e os costumes dos seus habitantes, o poder político e, acima de tudo, a doutrina platónica, cuja definição do ser humano como bípede implume caracterizou, em determinada ocasião, ao entrar repentinamente na Academia com um galo sem penas e aos gritos: "Aqui tendes o homem de Platão".
Muitos séculos depois, na época da ilustração, o Conde de Shaftesbury utilizaria, também conscientemente, o humor como arma crítica contra os fanatismos do seu tempo, a quem submetia ao que chamava "o teste do ridículo". No entanto, a partir da ilustração, o riso, segundo Geier, começou a ter outro sentido e deixou de ser considerado como a expressão de um sentimento de superioridade para com os outros.
Emmanuel Kant e a argúcia
Emmanuel Kant, por exemplo, que via no humor um sintoma de argúcia e inteligência, concebia o riso como uma consequência de uma tensão que se dilui subitamente quando entra em jogo algo absurdo e incoerente. Isto causa um prazer não só intelectual como físico, o que, para Kant, mostra o vínculo indissolúvel entre o corpo e o espírito. De qualquer modo, para Kant, o riso não é provocado porque consideramos outra pessoa como alguém inferior mas sim como uma reacção a um processo que se dá na nossa própria compreensão.
Paralelamente à teoria do riso como expressão de um sentimento de superioridade e da gargalhada em consequência de uma incoerência que faz com que se dilua a tensão, Geier alude a outra teoria, centrada na ideia do contraste e que, com diferentes matizes, representam Arthur Schopenhauer, Soren Kierkegaard e Henri Bergson, entre outros.
Dois capítulos do livro, dedicados a Sigmund Freud e ao humorista alemão Karl Valentin, desviam-se do terreno estritamente filosófico mas no capítulo final Geier volta à Filosofia e transforma em protagonistas de um diálogo de surdos os pensadores Martin Heidegger, Rudolph Carnap e Max Horkheimer.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Príncipe de Histórias: Os Vários Mundos de Neil Gaiman
Tradutor: Santiago Nazarian
Formato: 15,5 x 22,5 cm.
Páginas: 760
Categoria: Biografia
ISBN: 978-85-61501-71-6Preço: R$69,90
Robson Crusoé – Daniel Defoe (Adaptação HQ)
Como Mudar o Mundo – Eric Hobsbawm
para Folha de são Paulo
domingo, 30 de outubro de 2011
O livro das ilusões – Paul Auster
Apocalipse Zumbi: os Primeiros Anos – Alexandre Callari
sábado, 29 de outubro de 2011
O Coração dos Heróis – David Malouf
O guerreiro nega um enterro digno ao morto e desfila com ele em sua carroça por onze dias até que Príamo, rei de Troia e pai de Heitor, invade o território inimigo a fim de resgatar o corpo do filho.
Enquanto estes personagens expõem suas humanidades e suas batalhas pessoais, os deuses gregos acompanham o desenrolar da trama e mostram que nós seres humanos não passamos de meros brinquedos em meios aos seus desejos e anseios.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
COMPRADO – Cemitério de Praga – Umberto Eco
Trinta anos após O nome da rosa, Umberto Eco nos envolve, mais uma vez, em uma narrativa vertiginosa, na qual se desenrola uma história de complôs, enganos, falsificações e assassinatos, em que encontramos o jovem médico Sigmund Freud (que prescreve terapias à base de hipnose e cocaína), o escritor Ippolito Nievo, judeus que querem dominar o mundo, uma satanista, missas negras, os documentos falsos do caso Dreyfus, jesuítas que conspiram contra maçons, Garibaldi e a formação dos Protocolos dos Sábios de Sião.
Curiosamente, a única figura de fato inventada nesse romance é o protagonista Simone Simonini, embora, como diz o autor, basta falar de algo para esse algo passar a existir...
quarta-feira, 20 de julho de 2011
COMPRADO - Xenocídio - Orson Scott Card
Após quase vinte anos de espera, finalmente no Brasil o romance que dá sequência à multipremiada “Saga de Ender”, iniciada com os sucessos internacionais O Jogo do Exterminador (mais de três milhões de exemplares vendidos no mundo) e Orador dos Mortos, dois romances ganhadores dos principais prêmios da ficção científica: o Hugo e o Nebula.
No planeta Lusitânia, colonizado por brasileiros, Andrew “Ender” Wigging encontrou um mundo em que humanos, pequeninos e a Rainha da Colméia podem viver juntos. Nesse planeta, as três espécies inteligentes, tão diferentes entre si, podem finalmente encontrar um terreno em comum. Mas Lusitânia também sustenta o descolada, vírus que mata todos os humanos infectados por ele, mas que os pequeninos necessitam para a sua reprodução.
O Congresso das Vias Estelares teme seus efeitos como arma de destruição em massa, se o vírus se espalhar pelos Cem Mundos a partir de Lusitânia. Por isso envia uma esquadra de naves equipadas com “o Doutorzinho”, uma arma de destruição planetária. A Esquadra está a caminho, e o segundo xenocídio – o genocídio de uma espécie alienígena – parece inevitável.
O grande aliado de Lusitânia contra esse monstruoso ataque preventivo está na inteligência artificial chamada “Jane”. Mas Jane tem seus dias contados, pois a cada instante que passa as autoridades do O Congresso das Vias Estelares estão mais perto de interromper a rede de comunicações que a mantém viva.
Por sua vez, a terrível tarefa da Esquadra do Xenocídio só pode ser completada com a ajuda da mais elevada inteligência analítica de um mundo, colonizado por chineses, em que os dirigentes são geneticamente engendrados para alcançar a superinteligência. Não há dúvida de que a jovem chamada Gloriosamente Brilhante pode dar a vantagem ao Congresso das Vias Estelares – mas ela o fará, sabendo que condenaria à morte as três espécies que vivem Lusitânia?
terça-feira, 21 de junho de 2011
COMPRADO - Heresia - S.J Parris

Inglaterra, 1583: o país enfrenta um período conturbado, marcado por conspirações para derrubar a rainha Elizabeth, que é protestante. Muitos de seus súditos estão insatisfeitos com o governo e anseiam pelo retorno do país à religião católica.Em meio a esse clima de conflitos religiosos, o monge italiano Giordano Bruno chega a Londres, tentando escapar da Inquisição, que o acusou de Heresia por sua crença num Universo heliocêntrico. O filósofo, cientista e estudioso de magia logo é recrutado pelo chefe do serviço de espionagem real e enviado a Oxford. Oficialmente, ele vai participar de um debate sobre as teorias de Copérnico, mas, em sigilo, deve se infiltrar na rede clandestina dos católicos e descobrir o que puder sobre um complô para derrubar a rainha. No entanto, quando um dos membros mais antigos de Oxford é brutalmente assassinado, a missão secreta do filósofo é desviada de seu curso.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
A Descoberta das Bruxas - Deborah Harkness

Estreia de Deborah Harkness na literatura, "A Descoberta das Bruxas" foi a sensação da Feira de Frankfurt de 2009, sendo vendida para mais de trinta países. Na semana de lançamento alcançou o segundo lugar entre os mais vendidos do jornal "The New York Times", e se mantém entre os dez desde então.
A história acompanha Diana Bishop, uma pesquisadora que tem sua vida completamente modificada ao encontrar um raro manuscrito, pertencente a um alquimista. Ao levá-lo da biblioteca onde o encontrou, atrai para si uma série de criaturas sobrenaturais que o desejam.
Ela mesma guarda um segredo deste tipo. Órfã, é filha de pais bruxos, mas negou toda sua herança mágica para que pudesse ter uma vida mais normal possível. Sua descoberta a levará para o mundo do qual tentou duramente fugir.
Entre os interessados no manuscrito está o geneticista Matthew Clairmont. Na realidade ele é um vampiro que se aproxima de Diana para tentar conseguir o livro através da sedução. Ainda assim, o casal acaba por se envolver.
sábado, 14 de maio de 2011
Sem Fronteira – Nayan Chanda
sábado, 7 de maio de 2011
COMPRADO – A mulher de vermelho e branco -- Contardo Calligaris

Carlo Antonini recebe uma nova paciente em seu consultório, em Nova York. O que parece uma consulta trivial, pouco antes de uma viagem que o terapeuta fará a São Paulo para uma palestra e alguns dias de férias, desencadeia uma trama envolvendo um casamento conturbado, uma organização suspeita de terrorismo, um assassinato e uma história familiar de vingança.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Deus é Matemático? - Mario Livio
Deus é matemático? investiga por que a matemática, uma disciplina aparentemente tão abstrata, é capaz de explicar perfeitamente o mundo natural. Mais que isso – a matemática frequentemente faz previsões, por exemplo, sobre partículas subatômicas ou fenômenos cósmicos. O físico e escritor Mário Livio explora com brilhantismo as ideias matemáticas desde Pitágoras até os dias de hoje ao nos mostrar como as intrigantes perguntas e as engenhosas respostas levaram a concepções cada vez mais profundas do nosso mundo. Este livro fascinante interessará a qualquer pessoa curiosa sobre a mente humana, o mundo científico e as relações entre eles.











